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Atriz 
Wilma Henriques completa no próximo ano 50 anos de dedicação ao teatro. Atualmente Wilma Henriques, a mais premiada atriz de Belo Horizonte, é considerada a dama do teatro mineiro. Iniciou sua carreira na extinta TV Itacolomi em setembro de 1959 no Teleteatro, participou de inúmeras montagens no teatro, entre elas: “Geração Em Revolta”, de John Osborn, direção Rogério Falabela; “A Filha da...”, de Chico Anísio, direção de Walmir José; “Boa Noite Mãe”, de Marsha Norman, direção Marcos Vogel; “Ciranda de Pedra”, de Lígia Fagundes Telles, direção de Kalluh Araújo; “Velório a Brasileira”, de Azis Bajur, Direção de Márcio Machado. Premiada várias vezes como Garota Propaganda, Apresentadora de Televisão e melhor atriz de Minas nos anos de 1961, 62, 64, 69, 73, 75, 76, e 94. Recebeu a Comenda do Mérito Artístico da Fundação Clovis Salgado e a Medalha Santos Dumont de Honra ao Mérito. Foi Diretora dos grupos de teatro mantidos pelas unidades do SESIMINAS. Em 2002 volta a TV como atriz convidada na minissérie do Diretor Breno Milagres, “Palmeira Seca”, exibida pela Rede Minas de Televisão. Atriz do Grupo Cara de Palco desde 1994. VTs Publicitários Sua formação como atriz se deu de forma inversa: começou pela TV fazendo anúncios publicitários nos quais encabeçou várias campanhas de peso em todo o Brasil. Hoje em dia já são contabilizadas dezenas de comerciais de veiculação nacional nos quais atuou, sem contar os clientes de varejo, nos quais chegou a gravar 6 comerciais por semana. VTs Documentários e Institucionais Vários são os trabalhos executados como atriz e jornalista para VTs institucionais e documentários encomendados por empresas de grande porte. Sua formação artística aliada à credibilidade imposta pelo jornalismo, dão o tempero na dose certa para trabalhos desta ordem. FORMAÇÃO: Rede de Emissoras associadas da TV Itacolomi: Cursos de dramaturgia, Interpretação, dicção, expressão corporal, esgrima e canto. Sesi – Instrutora de Teatro ATUAÇÃO NA TV TV Itacolomi, Teleteatro, de setembro de 1959 à junho de 1965: - “Otelo”, de Shakespeare, direção Otávio Cardoso. - “Senhorita Julia”, de Strindberg, direção Carlos Xavier - “A Dama do Mar”, de Ibsen, direção René de Almeida. - “Uma Canção Dentro do Pão”, de Henri Vernneil, direção de Rogério Falabela. - “Moral em Concordata”, de Abílio Pereira de Almeida, Direção Salvador Alberto. - “Espectros, de Ibsen”, direção Salvador Alberto. TV Alterosa 1966 Apresentadora do Programa Feminino, “o Mundo é da Mulher”. TV Belo Horizonte 1966 a 1973 Garota Propaganda. - Apresentação do monólogo “Os Sete Palmos do Paraíso”, de Roberto Drummond, no Programa Contos de Minas, exibido pela Rede Minas de Televisão. Rede Minas de Televisão – 2002 – Participa da minissérie do Diretor Breno Milagres, “Palmeira Seca”. ATUAÇÃO NO TEATRO - “O Macaco da Vizinha” de Joaquim Manoel de Macedo, direção de Carlos Leite. - “À Margem da Vida”, de Tenesse Willians Direção de Carlos Leite. - “Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come”, de Oduvaldo Viana Filho, direção de José Antônio de Souza. - “Geração Em Revolta”, de John Osborn , direção Rogério Falabela. - “Fala Baixo Senão Eu Grito”, de Leilah Assumpção, direção de Eid Ribeiro. - “Rasga Coração”, de Odulvaldo Viana Filho, direção de Pedro Paulo Cava. - “Há Vagas Pra Moça de Fino Trato”, de Alcione Araújo, direção Eid Ribeiro. - “Prostituta Respeitosa”, de Jean Paul Sartre, Direção de Orlando Pacheco. - “D. Beja”, de Mário Prata, direção Paulo César Bicalho. - “As Pulgas”, de Cunha de Leiradella, direção de Carlos Rocha. - “Ensina-me A Viver”, de Colin Higgins, direção Elvécio Guimarães. - “O Estripador de Rua G”, de Roberto Drumond, direção Elvecio Guimarães. - “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos, Direção Mamelia Dorneles. - “A Filha da...” , de Chico Anísio, direção de Walmir José. - “Boa Noite Mãe”, de Marsha Norman, direção Marcos Vogel. - “Ciranda de Pedra”, de Lígia Fagundes Telles, direção de Kalluh Araújo - “Velório a Brasileira”, de Azis Bajur, Direção de Márcio Machado; - “As Mulheres se Odeiam”, Texto e direção de Jair Raso - “A Paixão de Um Deus”, texto e direção de Jair Raso
- “Três Mães”, texto e direção de Jair Raso - “171, O Cara e a Coroa”, Texto e direção Rogério Falabella - “Quando você não está no céu”, texto de Edmundo de Novaes Gomes e Direção Carlos Gradin em 2006  Cena do espetáculo "Três Mães" de Jair Raso - Foto Sérgio Falci CINEMA - Protagonista do longa metragem “O menino e o vento” - Participação no Longa Metragem “O Vestido”, - Protagonista do curta “Quem não escuta não vê a chuva”; - Protagonista do curta “A mulher que sabia demais”; - Participação no curta “Trem Fantasma”. PRÊMIOS Wilma foi premiada várias vezes como Garota Propaganda, Apresentadora de Televisão e melhor atriz de Minas nos anos de 1961, 62, 64, 69, 73, 75, 76, e 94. Recebeu a Comenda do Mérito Artístico da Fundação Clovis Salgado e a Medalha Santos Dumont de Honra ao Mérito. Prêmio Hors Concurs 8º Prêmio Sinparc Bonssucesso/2004 no espetáculo “Três Mães”.
OUTRAS ATIVIDADES
Foi Diretora dos grupos de teatro mantidos pelas unidades do SESIMINAS.
ENTREVISTA
- Camarim 2002 Atriz “Eu comecei a minha carreira na extinta TV Itacolomi, em 1959, e trabalhei por lá até 1965. Em 66 comecei, definitivamente, a minha carreira profissional no palco, com uma peça chamada "O Macaco da Vizinha", de Joaquim Manoel de Macedo, dirigida por Carlos Leite. Estou com 43 anos de profissão, fazendo todo ano um espetáculo. Fiz cinema também. Foram três filmes, sendo o primeiro deles "O Menino e o Vento" de Aníbal Machado, em 66. No palco minhas aulas eram práticas e, com cada espetáculo que fazia, autor que interpretava e atores e atrizes com quem estava trabalhando, ia aprendendo. Quando fiz "Fala Baixo, Senão eu Grito", em 1973, produzido por José Mayer e dirigido pelo Eid Ribeiro, aconteceu um forte rompimento na minha vida como mulher e atriz. A minha carreira mudou e acho que cresci muito e consegui me libertar de muita coisa. Então, fiz coisas no palco que nunca tinha feito. Fiquei bem descomposta, despojada, de cara lavada e cabelo despenteado. Trabalhei com o Eid por três vezes e aprendi muito. Depois vieram outros diretores. Fiz "O Interrogatório", com o Jota Dangelo; "Me Ensina a Viver", com Helvécio Guimarães; "À Margem da Vida", com a Haydee Bitencourt em 67 e com Arnaldo Brandão em 81, além de "Dona Beija", com Paulo César Bicalho. Em 1994, fiz uma peça chamada "Boa Noite Mãe", produzida pela Maria Lúcia Schetino, que trouxe um diretor do Rio, o Marcos Vogel, que acabou ficando por aqui até hoje. Depois disso, fiz "Velório à Brasileira", com direção de Márcio Machado e Mamélia Dornelles no elenco e, em 1998 me apareceu o Dr. Jair Raso. Fiz com ele "As Mulheres se Odeiam" e, em 99, quando completei 40 anos de profissão, ele escreveu para as comemorações o texto "A Paixão de um Deus", que fiz com o Sérgio Cardoso. Criamos, então, um vínculo muito grande e a confiança para trabalhar. Hoje estamos fazendo a peça "As Três Mães", com produção, direção e texto dele e com Marcelo do Vale no elenco. É um trabalho que, por incrível que pareça, está sendo um desafio. Quando a gente pensa que sabe tudo, descobre uma série de novidades. É um aperfeiçoamento, principalmente, com a aula de corpo da Rita Clemente, de canto com a Thaís Garaype e a assistência de direção da Patricia Reis, além dos figurinos e cenários do Marney Heitmann. É um trabalho que mexeu muito com a minha cabeça e está sendo um prêmio para mim. Nesta altura da minha vida já rompi com tanta coisa, mas estou rompendo comigo mesma, pois, há uns dois meses, achava que estava pagando mico quando ia experimentar as cenas. Mas passou e aprendi que isso não existe. Uma atriz tem que ser despojada para ser disponível.
TEATRO MINEIRO – Na década de 60, época em que participei efetivamente, era um trabalho mais de amor e coragem. Não tinha subsídio nem leis de incentivo. As pessoas pegavam os móveis de suas casas e levavam para o cenário. Havia mais união. A quantidade de trabalho era menor, mas a qualidade, postura e consciência, sobretudo, eram muito fortes. A década de 70 continuou assim, mas a gente já ia para a Assembléia, procurava os deputados, conseguia verba, vendia programa e, enfim, fazíamos. Começamos a ter consciência de classe e fundamos a APATEDEMG, que é hoje o SATED e mais tarde a AMPARC, hoje Sindicato dos Produtores. Começou a crescer o volume e a renovação de talentos, o que deve haver, porque um dia eu vou morrer e alguém vai ter que ficar no meu lugar. Veio a década de 90 e acho que, apesar das leis de incentivo, as dificuldades começaram a surgir. O país também foi piorando e começou a aparecer uma quantidade enorme de atores e atrizes jovens, razoavelmente, com talento. Hoje, acho que nos falta união e estou vendo pequenos guetos. Alguém produz ali e falam que está bonitinho. O outro produz acolá, metem o pau e falam que devia ter feito assim ou assado… Acho que uma classe não pode ser assim. Tem que ter respeito, entrega e disciplina. Antes era mais lúdico, mas também viceral. Tínhamos um apego muito forte ao que estávamos fazendo. Existiam as fofocas, pois ninguém era santo, mas nos respeitávamos. RECADO – "Vá ao teatro sempre.”
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